quarta-feira, 25 de agosto de 2010
inverno 2010
e eu que ando à procura de poesia notei que sou além de mim. sou Seu olho passeando em cada palavra. sou sua mão sedenta de carinho e cheia de raiva. sou uma coisa que a USP não explica e que fundamenta qualquer universidade. "tudo habita em tudo". sou uma beleza de silêncio que é horrível. um horror de pétalas de primavera que floresceu no jardim em pleno outono. sou um menino em busca de ternura numa onda de porrada. um sorriso na tempestade de lágrimas e canivetes. eu e minha mãe acabamos nos amando depois de 30 anos de saco cheio, depois percebi que sou tão ela quanto ela é eu e que não presto tanto quanto o amor mais profundo e que, no entanto, depois da vírgula tudo contínua até por cima do ponto sendo canivete, lágrima, porrada, saco cheio, ternura e procura.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
16 de julho de 2008 , foto do dia
16 de julho de 2008 , foto do dia
Desfazer de realidade
Refazer de sonho
Destilar de prazer puro
Desintegrar de punhetas chiques
Descontrole da necessidade
Construção de brilho no olhar
Busca na órbita do coração
Flores: Sol em matéria
Não precisam de versos,
não mudam por isso.
Faça o que quiser no campo da arte para
uma flor e ela continua igual, a mesma.
É a perfeição da imagem da luz
Ela produz a arte pra nós.
Nós desesperadamente tentamos retribuir,
algo impossível.
É discutir informática com o homo erectus.
É brigar com um elefante.
É morder magma.
A flor é.
Nós estamos sendo.
Ela já caminhou.
Nós buscamos tateando no escuro,
vendo o brilho delas a referência nasce,
mas morremos antes de 200 anos.
Flor imagem de Deus
inútil racionalizar sobre.
Viremos Flor. Mordamos magma.
Desfazer de realidade
Refazer de sonho
Destilar de prazer puro
Desintegrar de punhetas chiques
Descontrole da necessidade
Construção de brilho no olhar
Busca na órbita do coração
Flores: Sol em matéria
Não precisam de versos,
não mudam por isso.
Faça o que quiser no campo da arte para
uma flor e ela continua igual, a mesma.
É a perfeição da imagem da luz
Ela produz a arte pra nós.
Nós desesperadamente tentamos retribuir,
algo impossível.
É discutir informática com o homo erectus.
É brigar com um elefante.
É morder magma.
A flor é.
Nós estamos sendo.
Ela já caminhou.
Nós buscamos tateando no escuro,
vendo o brilho delas a referência nasce,
mas morremos antes de 200 anos.
Flor imagem de Deus
inútil racionalizar sobre.
Viremos Flor. Mordamos magma.
sexta-feira, 12 de março de 2010
para o amigo in- Fernando
Conversar odores
ver a exposição das pesquisas dos meus amigos
me alimentam o pulmão verde que minha cabeça procura
Hoje entendi seu olhar
e sua afiada mente
seu deslugar no mundo
seu saco cheio
sua comunhão com estranhamentos
sua GENEROSIDADE tesuda
se em algum tempo ninguém te gostou
eu agora gosto da sua ingostosura
experiências de silencio
ver a exposição das pesquisas dos meus amigos
me alimentam o pulmão verde que minha cabeça procura
Hoje entendi seu olhar
e sua afiada mente
seu deslugar no mundo
seu saco cheio
sua comunhão com estranhamentos
sua GENEROSIDADE tesuda
se em algum tempo ninguém te gostou
eu agora gosto da sua ingostosura
experiências de silencio
quinta-feira, 11 de março de 2010
lema
"Por onde meu coração me arrasta, é impossível que um dia eu não encontre uma verdade."
Antonin Artaud
Antonin Artaud
terça-feira, 9 de março de 2010
Carlos Wellington
Para o Amigo Carlos Wellington
"ser insurgente é não estar disposto a aceitar tudo" (max stirner).
Quando te conheci seu olho brilhou pra mim e pra Denise pq faziamos um zine (Adicto) e vc estava sedento por relação humana com humanos incomodados. Depois vc se aprofundou nos livros e na vida de militância, oq te deixou insuportável pra muita gente bunda mole e bunda dura. Muitas coisas ouvi a seu respeito e até concordei com muitas, mas vc sempre aparece, e mesmo igual, continua mudado e mudando,
por isso o meu amor continua. não por vc especificamente, mas vc passa-esta nele
Eu te encontrava por ai e te percebia de pau mole muitas vezes fingindo um pau duro: não deixei de te amar, mas deixei de amar a Denise um pouco. Eu sempre tentando ser mais do que sou acabei crescendo um pouco mesmo assim, te reencontrava e vc falava mal (ou fazia uma critica avassaladora com 122387 citações dos livros que vc ama) de mil coisas e eu sentia falta de vc falar "te amo" pra mim, sem citação, sem reflexão, sem frescura. Não quero te comer e nem quero que vc me coma, mas te amo e te defendo dos baba-ovos-militontos-ativistas. Não faço disso um partido ou um movimento. ING=individuo não governamental.
o poema não acaba aqui, pois não morri.
--
Caio Zanuto (9 de março de 2010)
"ser insurgente é não estar disposto a aceitar tudo" (max stirner).
Quando te conheci seu olho brilhou pra mim e pra Denise pq faziamos um zine (Adicto) e vc estava sedento por relação humana com humanos incomodados. Depois vc se aprofundou nos livros e na vida de militância, oq te deixou insuportável pra muita gente bunda mole e bunda dura. Muitas coisas ouvi a seu respeito e até concordei com muitas, mas vc sempre aparece, e mesmo igual, continua mudado e mudando,
por isso o meu amor continua. não por vc especificamente, mas vc passa-esta nele
Eu te encontrava por ai e te percebia de pau mole muitas vezes fingindo um pau duro: não deixei de te amar, mas deixei de amar a Denise um pouco. Eu sempre tentando ser mais do que sou acabei crescendo um pouco mesmo assim, te reencontrava e vc falava mal (ou fazia uma critica avassaladora com 122387 citações dos livros que vc ama) de mil coisas e eu sentia falta de vc falar "te amo" pra mim, sem citação, sem reflexão, sem frescura. Não quero te comer e nem quero que vc me coma, mas te amo e te defendo dos baba-ovos-militontos-ativistas. Não faço disso um partido ou um movimento. ING=individuo não governamental.
o poema não acaba aqui, pois não morri.
--
Caio Zanuto (9 de março de 2010)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Não te Odeio (Para o amigo Guerche)
odeio seu odio
rodeio sua alma
amanheço sua boca
amedronto o seu medo
destruo sua incapacidade de amar
construo seu sonho de risco seco
como seu assombro desajeitado
anoiteço virgem de desejo nu
nu espero seu semblante
sem fagulhas de atake
sem raiva de fragilidade
com sede de vulcão
sem vergonha
covarde
amigo
sonho contigo
Vc em atake fere meu amor
rodeio sua alma
amanheço sua boca
amedronto o seu medo
destruo sua incapacidade de amar
construo seu sonho de risco seco
como seu assombro desajeitado
anoiteço virgem de desejo nu
nu espero seu semblante
sem fagulhas de atake
sem raiva de fragilidade
com sede de vulcão
sem vergonha
covarde
amigo
sonho contigo
Vc em atake fere meu amor
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