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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

poema pro Toca (24/11/10)

No encontro de esquinas e árvores
reecontro Você na memória.
nos neurônios que moram no coração,
no sangue-seiva que corre dentro da sua carcaça,
no olhar sério que lembra um bambuzal,
no raro sorriso com critério de mestre.
as amizades são artes
que só se desenvolvem no cultivo
no trabalho raro da interioridade,
disso tudo neste mundo
da era glacial da psique humana
com propagandas de futuro.
O poema liberta
o invisível e o indizível e o incomivel:
to ai no mundo na esperança
de brilhos nos olhos. só.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mario Matiello merece poesia

a vida é equilibrio menino
não larga as pontas dos lugares e relacionamentos que acariciam seu coração
diafragma de magma respira fogo
vai pra superficie pega ar terra agua e volta pro fogo
daqui a pouco é a aurora colorida numa sinfonia de intestinos de gelo
omoplatas bacias figados cervejas tomadas borboletas de laser
te quero por perto e ameaço um suicidio poético se voce se afastar
chantagem de amor pode ser estratégia politica
na era glacial da psique humana tu é magma do núcleo do Sol
amo Mario e não esqueço da espada que oferecestes para f13

segunda-feira, 8 de novembro de 2010


flores reorganizam minha vida a cada instante.

pelo amor 8/11/10

O céu que busco com Você é além do que o normal mostra
mas é tão óbvio como o céu que somos capazes de ver

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

poetas mestre que me deixaram por um instante

13.7.10 e 21.10.10
Todos os meus poetas-mestres estão indo pro reino do senhor
cuide deles
olho brilha diamante de final de copa sneider
por perder os cavalos a espera dos poetas
gangue de poetas na porta de casa no meu coração no meu sangue na minha raiva na minha necessidade de paz
badaluques me carregam
eu tô dono de eu.

O Piva me ensinou capoeira no coração: inverter os angulos pra destruir as mesmices no jogo da vida. Puro Magma. Poesia em cascatas pra ensinar mais vida. Mas eu cansei do caos ou passei por ele e nem percebi.
O Gaiarsa sorriu na flor da minha boca, me abraçou e eu descobri meu filho no fundo da minha concretude. Respiro um pouco melhor.
O Freire foi criança de fralda no horizonte da minha retina verde me direcionando para meu soma.
O Adilson mestre do convívio, da loucura, da experimentação até as últimas conseqüências e do amor profundo. Gritava em Paris e eu ouvia. Seu cheiro permanece em mim até hoje.Sua mão foto no meu neurônio.