Total de visualizações de página

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

poetas mestre que me deixaram por um instante

13.7.10 e 21.10.10
Todos os meus poetas-mestres estão indo pro reino do senhor
cuide deles
olho brilha diamante de final de copa sneider
por perder os cavalos a espera dos poetas
gangue de poetas na porta de casa no meu coração no meu sangue na minha raiva na minha necessidade de paz
badaluques me carregam
eu tô dono de eu.

O Piva me ensinou capoeira no coração: inverter os angulos pra destruir as mesmices no jogo da vida. Puro Magma. Poesia em cascatas pra ensinar mais vida. Mas eu cansei do caos ou passei por ele e nem percebi.
O Gaiarsa sorriu na flor da minha boca, me abraçou e eu descobri meu filho no fundo da minha concretude. Respiro um pouco melhor.
O Freire foi criança de fralda no horizonte da minha retina verde me direcionando para meu soma.
O Adilson mestre do convívio, da loucura, da experimentação até as últimas conseqüências e do amor profundo. Gritava em Paris e eu ouvia. Seu cheiro permanece em mim até hoje.Sua mão foto no meu neurônio.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

poema pra mãe Santa

Mãe nesses anos todo notamos que somos muito diferentes. porém vc é minha passagem pra este lado da vida: agradeço profundamente essa chance.
as distância entre nós sempre foram planetárias e por muito tempo eu não te entendi, hoje eu sei que te amo e não preciso te entender pra te amar profundamente
não preciso concordar com vc
não preciso discordar
não preciso nada
preciso dizer que te amo
te amo
sonha comigo cantando:
Eu tenho tanto
Prá lhe falar
Mas com palavras
Não sei dizer
Como é grande
O meu amor
Por você...

E não há nada
Prá comparar
Para poder
Lhe explicar
Como é grande
O meu amor
Por você...

Nem mesmo o céu
Nem as estrelas
Nem mesmo o mar
E o infinito
Não é maior
Que o meu amor
Nem mais bonito...

Me desespero
A procurar
Alguma forma
De lhe falar
Como é grande
O meu amor
Por você...

Nunca se esqueça
Nem um segundo
Que eu tenho o amor
Maior do mundo
Como é grande
O meu amor
Por você...(2x)

Mas como é grande
O meu amor
Por você!...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

doutor S

Que mundo foi esse que matou o Meyerhold?
Que destratou o Maiakovski?
que começou com pobres conscientes gritando e lutando por justiça
que no meio deles rolava uns espertos renomeando velhos papos de papas barbudos
que viraram czar depois de matar o Czar
que se enfileiraram com libertários e outros bichos e bichas
que depois enfileiraram os mesmos pra fuzilar as claras e as escuras
o Diferente deu tchau na primeira curva
o Torto foi escondido na primeira Sibéria
o Buscador foi obrigado a voltar aos ex-achados
Ficar nos velhos achados, seguros, sem riscos, sem experimentos vivos
da, pra, com-a-vida
Criaram um mundo de novos homens e mulheres velh@s
tudo em nome do zé ninguém,
essa praga.

sábado, 28 de agosto de 2010

fins

tô vazio numa linha tênue entre tristeza e algo que me lembra felicidade,
tem uma tristeza em mim que o choro alivia.
as flores do ipê despencaram.
o beija flor deu filhote e voou.
as gatas não me suportaram e sumiram.
o ar ta seco demais por aqui.
tem qualquer coisa em mim que chegou no limite
sei disso toda vez que uma poesia brota de mim.
quando escrevo é um esforço pra não me deprimir e morrer menos
hoje eu funciono comigo mesmo
o futuro sempre é grande
Deus tenta de novo comigo
e eu não sei errar direito, por isso erro pior
ciclos da vida nessa expiral infinita de encontros e desencontros.
toda flor é perene

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

critério do leandro Valquer

só tenha critério
pra depois não virar evangélico
experimenta ser careta
pra ve até onde se vai
inverte o jogo das jogadas "radicais"
anda de mão dada com sua mãe
paga promessa
leia sabrina da banca mais próxima
amplia o leque das escolhas
e me escolhe como eu sou
caio zanuto

inverno 2010

e eu que ando à procura de poesia notei que sou além de mim. sou Seu olho passeando em cada palavra. sou sua mão sedenta de carinho e cheia de raiva. sou uma coisa que a USP não explica e que fundamenta qualquer universidade. "tudo habita em tudo". sou uma beleza de silêncio que é horrível. um horror de pétalas de primavera que floresceu no jardim em pleno outono. sou um menino em busca de ternura numa onda de porrada. um sorriso na tempestade de lágrimas e canivetes. eu e minha mãe acabamos nos amando depois de 30 anos de saco cheio, depois percebi que sou tão ela quanto ela é eu e que não presto tanto quanto o amor mais profundo e que, no entanto, depois da vírgula tudo contínua até por cima do ponto sendo canivete, lágrima, porrada, saco cheio, ternura e procura.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

16 de julho de 2008 , foto do dia

16 de julho de 2008 , foto do dia

Desfazer de realidade
Refazer de sonho
Destilar de prazer puro
Desintegrar de punhetas chiques
Descontrole da necessidade
Construção de brilho no olhar
Busca na órbita do coração

Flores: Sol em matéria
Não precisam de versos,
não mudam por isso.
Faça o que quiser no campo da arte para
uma flor e ela continua igual, a mesma.
É a perfeição da imagem da luz

Ela produz a arte pra nós.
Nós desesperadamente tentamos retribuir,
algo impossível.
É discutir informática com o homo erectus.
É brigar com um elefante.
É morder magma.
A flor é.
Nós estamos sendo.
Ela já caminhou.
Nós buscamos tateando no escuro,
vendo o brilho delas a referência nasce,
mas morremos antes de 200 anos.
Flor imagem de Deus
inútil racionalizar sobre.
Viremos Flor. Mordamos magma.